quinta-feira, 17 de março de 2011

Curtinhas

Bem, como já falei, o papai chegou no último domingo. De cara, o Gu não fez festa, nem estranhou. Ficou na dele, até entender a situação e reconhecer o pai. E desde então, tem sido só alegria!

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Meu home office está vigente desde o dia 03-03 e dia 04 fui em uma agência de babás para entrevistar algumas candidatas. Simpatizei bastante com uma delas. Escolha feita, pedi para que ela começasse após a quarta-feira de cinzas. Alegando uma viagem pré-agendada, ela disse que só poderia começar dia 15. Mas no dia 15 não apareceu e deu uma desculpa qualquer...ou seja fiquei na mão. E desanimei. Semana que vem o Carlos vai sair (ou entrar?) de férias, então vou adiar um pouco a contratação de outra babá.

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Também estou sem uma ajudante de limpeza. E estou ficando meio doida acumulando o trabalho (que por enquanto ainda está tranquilo, graças a Deus), os cuidados com o Gu e a limpeza da casa. Daí que ontem acertei com uma diarista (que foi indicada por uma amiga) pra ela vir hoje. Mas ela também não apareceu!   ----    Será que um banho de sal grosso ajuda?

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O Gustavo começou a fase dos beijinhos! Ele não pode me ver finalizando uma conversa no telefone que já sai distribuindo beijos. Muito fofo!

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Também começou a fase de bater. Bate com a mão (geralmente no rosto de quem o desagrada) e joga as coisas na gente. Um horror! Reprimo sempre, mas ele acha graça! Ainda não sei qual é a receita para uma repreensão eficaz. Aceito pitacos!
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Ele ainda não fala nada, mas é impressionante como entende t-u-d-o!
Bem, pra não ser injusta com ele, ele fala "bô" quando acaba alguma coisa.

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A hora de dormir está bem mais tranquila. Antes ele só dormia no peito ou com muito embalo (e dor nos meus braços e costas). Mas de uns dias pra cá, depois de mamar, ele se estica no meu colo, o que é o sinal pra eu colocá-lo no berço. Então fico cantando ou conversando com ele, até ele dormir. Sem choro e sem manha! Simples assim!
Achei que isto nunca fosse acontecer. Até bem pouco tempo atrás, era, de fato, inimaginável. Todas as vezes que eu tentei fazer isto, enfrentei protestos e choradeira. E de repente, aconteceu! Tô bem feliz!

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Na verdade estou muito feliz com a vida. Tenho um tesourinho em casa! E a cada dia que eu olho pra ele, descubro que ele vale ainda mais do que eu pensava!
Fácil, fácil não é, porque como bem disse a Roberta num comentário para a Paloma, "cansa, a gente não recebe um puto, anda sempre meio descabelada e com os pés ressecados" (no meu caso, por andar descalsa mesmo, já que fico em casa o dia inteiro). Mas ainda assim, eu tô feliz da vida!

sábado, 12 de março de 2011

60 dias

Alguns dias foram tranquilos, outros foram estressantes.
Alguns dias foram cansativos, outros tiramos de letra.
Alguns dias parece que tiveram 30 horas, outros tantos eu queria que durassem mais.

Enfim, amanhã o papai está de volta, filho.
E agora para ficar e te curtir.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Meu palhacinho

Eu sempre gostei muito de carnaval e queria apresentar a parte bonita desta festa para o Gustavo logo cedo.

Ontem como a garoa deu uma trégua, conseguimos ir ao parque para curtir a programação do projeto Domingo na Parque, que apresentou uma dupla bem divertida que cantou marchinhas de carnaval e sambas antigos. Os bonecões de Mairinque (no estilo bonecos de Olinda), fizeram uma participação especial e foram a maior atração entre a criançada.



O Gu foi vestido com fantasia, claro! Fantasia de palhaço que euzinha fiz (que orgulho de mim mesma...rsrsrs)




Ele cochilou no carrinho, depois balançou na rede com o vovô



E depois ainda encontrou as amiguinhas Gaia e Cacá.


Uma manhã gostosa, com boa música e um pouco de diversão.


quarta-feira, 2 de março de 2011

O dia da volta - segundo episódio

Acabou.
O tempo passou e a minha licença acabou.
Uma decisão já tinha sido tomada a algum tempo: não vamos mudar de país.
Passamos pela experiência de viver lá por algum tempo e chegarmos a conclusão que mudar definitivamente, estava fora de cogitação.
Pois bem, restou pensar na minha vida profissional e nas dificuldades de conciliar um trabalho em outra cidade e os cuidados com o Gustavo. E depois de muito pensar, de analisar diversas possibilidades, achei que não haveria solução para o meu caso e que minha vida profissional teria mesmo que ser interrompida.
E então segunda-feira eu vim para São Paulo, pronta para "fazer as malas" e voltar para casa com as poucas tralhas acumuladas no meu gaveteiro, ao longo dos últimos 10 anos.

Mas como esta vidinha é cheia de surpresas, as coisas tomaram outros rumos e a minha conversa com o meu gerente rendeu algumas propostas até então não cogitadas. Propostas que podem tornar viável a minha permanência na empresa, sem ter que fazer nenhuma loucura (como trazer o Gustavo todo dia para SP e colocá-lo numa escola aqui, como algumas pessoas sugeriram).

A proposta que vamos tentar é de eu ficar trabalhando em casa, que pode parecer um sonho, mas exige muito mais dedicação e concentração.
Também dependo de encontrar alguém para cuidar dele no horário comercial e o que me agrada nesta situação, é que eu estarei em casa para supervisionar o trabalho desta pessoa.

Nada mal, né?

Pode não dar certo ou a empresa pode mudar de idéia a qualquer momento.
Mas o que eu tenho a perder?
Nada!!!
Então porque não tentar, não é mesmo?

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Êxtase

"s.m.
Arrebatamento do espírito; enlevo; contemplação do que é divino, maravilhoso."
Definição do dicionário Priberam

Assim é a maternidade... num momento estou exausta, no outro estou em êxtase.

Até tenho vontade de vir aqui escrever a cada nova gracinha que o Gustavo faz, mas são tantas, tantas, que, sinceramente, prefiro observar, apreciar e guardar na memória do que ficar escrevendo e correr o risco de perder momentos tão únicos, tão engraçados, tão arrebatadores do meu espírito (esta definição é perfeita). Como disse a Lia uma vez, meu filho é um gênio. Todos são.
É maravilhoso observar o desenvolvimento de tantas novas habilidades em tão pouco tempo de vida.

Ele me encanta! Me testa! Me diverte! Me cansa! Me ensina! Me bate (tento não rir porque, sim, é engraçado)!

Eu já escrevi outras vezes sobre o amor, que eu achava impossível amá-lo ainda mais, e as pessoas sempre me advertiam: "vai aumentar!"

E de tempos em tempos, eu vivo aquele sentimento tão clichê de achar que uma hora ou outra, tanto amor não vai caber no coração ou que o coração não vai mais caber dentro do peito.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Testando os limites

Não sei se sou eu que estou sem muita paciência estes últimos dias, mas tem horas que o Gustavo me tira muuito do sério (pra não falar que me irrita, porque soa pesado demais para uma mãe que ama o filho).
*Viu amor? Foi só elogiar que desandou.*


Tá fazendo umas manhinhas tipo chorar (ou melhor fingir que chora) toda hora e por quaquer coisa (por exemplo, estou cortando uma fruta ele chora porque quer tudo imediatamente), na hora da comida, ele quer meter a mão no prato e ainda assim come pouco, quase nada, mas faz uma bagunça sem fim. Tem dias que o meu humor permite e até incentiva isto, mas tem outros que Deus me livre...e nestes dias, eu só quero que ele coma e se não deixo ele fazer o que quer, ele chora ou grita ou sei lá como chamar esta demostração de descontentamento irritante que ele tem ... (Eu só não me preocupo muito com a alimentação porque fruta, ele come muito bem. Devora qualquer uma que eu der). Anda jogando tudo no chão (tá eu sei que isto é normal da idade, mas cansa), joga as coisas em baixo de algum lugar (de propósito) e daí chora porque não consegue pegar... fora algumas noites em que ele acorda e chora e não quer peito, não quer colo (ele dá aquela famosa arcada nas costas e esperneia), não quer ficar deitado, não quer nada... parece que é só sono mesmo, porque ele se vira de um lado, se vira de outro dá uma bitoca do meu peito ensaiando uma mamada e logo ele mesmo percebe que não é isto que ele quer. Parece que ele tem que se ajeitar como fica melhor pra ele e enquanto não consegue, ele chora.

Esta noite foi f*d*... eu tava mal da gripe (cabeça pesada, nariz ruim, calor, frio tudo ao mesmo tempo), ele chorando e eu me arrastando com ele no colo. Fiquei com vontade de colocar ele num envelope da Fedex e mandar pra Califórnia...

Hoje já estou bem melhor (da gripe, não do humor).
Também, com este calor dos infernos que tá fazendo aqui, não tem quem aguente....

pronto, chega....desabafei!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Filho de peixe

Como quase toda criança, o Gustavo é louco por um telefone! Não pode ver um que já leva a mãozinha à orelha e nos olha com aquela carinha sapeca. Isto quando não pega o bendito aparelho e sai puxando o fone pelo fio e derrubando tudo.
Então que hoje fomos dar uma volta numa pracinha logo cedo, enquanto ainda estava fresco e passamos em frente a algo que ele ainda tinha visto: um orelhão (pois é gente, eles ainda existem). Um não, na verdade era um conjunto de três, daqueles que um fica "de costas" para o outro. E com tantas outras coisas para serem vistas (passarinhos, formigas, gente, carros, cachorros, árvores, plantas, etc) ele, num ato meio que automático, olhou para cima e viu o fone no gancho e aquele o fio (ou cabo) prateado grandão, quase ao alcance das mãos dele.
Pra ele deve ter sido a visão do paraíso, tamanha a alegria que ele demostrou!
Apontou para cima e começou com o seu "hã, hã" já habitual.
Eu tentei disfarçar e mostrei os passarinhos, mas não adiantou.
Daí, o levei para o centro da praça, onde tem um coreto com escadas, que são outra coisa muito atraente pra ele. E não é que de lááá do meio da praça, o pimentinha viu os orelhões e apontou na direção deles e se encaminhou sozinho pra lá? Que fixação né?
Tudo bem que pai e mãe trabalham com telefonia, mas tem tantas outras coisas mais legais neste mundo pra ele se interessar. Será que isto é genético? rsrsrsrs....

***

Esta noite eu sonhei que, de repente, ele começou a falar. E ele falava frases inteiras e completamente compreensíveis. Não me lembro o que ele disse, mas lembro que eu fiquei muito espantada!
Na realidade, ele ainda não fala absolutamente nada. Só aponta para o que quer e solta um "hã".
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