terça-feira, 25 de setembro de 2012

Ele quer casar

De manhã tentei explicar para o Gustavo que hoje é aniversário de casamento do papai e da mamãe, que faz 8 anos que nós casamos, etc, etc. Ele só ouviu.

Agora terminamos de fazer um bolo que está assando e eu falei que vamos todos tomar banho antes do papai chegar e que nós três vamos esperá-lo bem bonitos. Ele, é claro, na fase dos porques, não poderia deixar passar esta oportunidade e lançou a pergunta.

Eu falei de novo, que hoje era nosso aniversário e ele só disse: "meu também, eu já vou casar!"

Enquanto isto, minha corisquinha só se exercitando. E a atividade da vez é:

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Quatro meses

Então que antes de completar 4 meses, a Graziela já tem um dente, já rola sozinha (e nem fica com os braços presos debaixo do corpinho) e quando é colocada no balde, não quer saber de dobrar as pernocas para sentar.

Então que aos 2 anos e 7 meses, o Gustavo teve sua primeira gripe forte. Passou o último fim de semana amoado, com febre e dormindo quase o tempo todo. Na semana passada o levei para fazer adaptação na escolinha. Ficou lá quarta, quinta e sexta. Quando perguntei se ele gostou, disse que sim, mas que não quer voltar (?) e nesta semana, não o levei, e mesmo sem falar no assunto, às vezes ele fala que não precisa mais ir. E eu fico me perguntando se esta febre+gripe não teve um fundo psicológico. E mais, fico me perguntando se devo ou não levá-lo de novo...


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

SMAM 2012

A Semana Mundial do Aleitamento Materno começou ontem e O Ishtar Sorocaba lançou mais um lindo vídeo para promover a amamentação e comemorar esta semana de eventos!

Assista o vídeo AQUI, comente e compartilhe!


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Silêncio...

Primeiro dia do Gustavo na escolinha.
Adaptação.
Só duas horinhas.
Ninguém me ligou.
Ele deve estar bem.
O que eu faço agora?
Este silêncio é tão estranho.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Três meses

Depois que a Graziela nasceu já ensaiei varios posts, mas sempre acabo não publicando.
Agora vou só escrever algumas pérolas curtinhas que o Gustavo tem falado ultimamente:

Ele viu os potinhos de tinta e lembrou de quando pintou minha barriga ainda grande da gravidez:

-Vamo pintar a barriga de você? (acho uma graça esta confusão com os pronomes)
-Mas agora mamãe não tem mais barrigão. A Graziela já nasceu e a barriga tá pequenininha (cof, cof).
-Porque você não come ela de novo pra ficar com barridão?

***

Ele gosta de ligar a cafeteira quando estou fazendo café. Hoje falei pra ele:

- Espere que vou colocar o copo.
- Isto não é copo, é xícala

***

Ele é louco pelos meus pais que moram em Monte Sião. E dias destes eles vieram pra cá e eu fui na missa com minha mãe. Chegando lá, antes de começar, falei pra ele vamos rezar para o anjinho da guarda (oração que ele já conhece e sempre completa direitinho) e comecei:

- Anjinho da guarda, meu bom amiguinho, me leve sempre....

E ele completou:

- Pra Monte Sião.
(chorei de rir)

***

E ontem nossa caçulinha completou 3 meses.
TRÊS meses gente!!!
:-o

Fico pensando na minha mãe que passou por todas as gostosuras
da maternidade e não tem registro de quase nada. Ainda bem que
hoje em dia é bem mais fácil "congelar" o tempo através das fotos
 e vídeos !

***

Estou vendendo um sling de argolas e um wrap. Ambos aparecem neste post.
Se alguém tiver interesse, me avise, ok?

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Vídeo do Ishtar para o dia das mães

O Ishtar Sorocaba acabou de lançar um vídeo feito com a participação de mães que frequentam ou frequentaram o grupo.

Foi feita a seguinte perguntas às mães: "Se você pudesse voltar no tempo antes de ter o seu primeiro filho,o que diria a si mesma?" e as respostas estão no vídeo.

Assistam nesse link , comentem, enviem e compartilhem em suas redes sociais!

terça-feira, 1 de maio de 2012

O nascimento da Graziela - parte 2

Algum tempo depois a Carla chegou. Ela começou a massagear minha lombar, mas muito diferente do meu primeiro trabalho de parto, desta vez a massagem não aliviava a dor. Instintivamente, eu comecei a rebolar e parece que isto ajudava. Então não parei mais. Rebolava enquanto estava de pé, quando cansava, ficava de quatro apoiada na bola e fazendo movimentos de vai e vem, sempre com a lombar embaixo do chuveio.

Na minha lembrança eu reclamava muito da dor, a cada contração eu reclamava. E a reclamação ora vinha acompanhada de um xingamento, ora de um pedido a Nossa Senhora! A Carla sempre me falava algumas coisas, mas eu quase não conseguia ouvir. Já estava meio em transe e as lembranças são picadas.

Lembro de me sentir muito, mas muito cansada mesmo. Em algum momento pedi para sair do chuveiro e fui para o quarto. Fiquei no chão, no pé da cama, de quatro. Ainda rebolava. Como as massagens não estavam resolvendo, falei para a Carla que eu queria tentar passar por uma contração sozinha. E assim segui até o final.

A dor era realmente intensa, cheguei a vomitar. Lembro de estar colocando tudo pra fora e com o rabo do olho, percebi que alguém tinha chegado no quarto. Quando consegui olhar, vi que era a Kelly. Ainda comentei que o momento não era nada glamuroso, ela só me respondeu: " a gente dá um jeito". Fui para o banheiro de novo.



A parteira chegou à 01:01h.
Ela ouviu o coração da minha filha e disse que estava tudo bem. A bolsa ainda estava intacta. Algum tempo depois, falei que estava com muita vontade de fazer força, por sugestão dela, sentei no vaso! Fiquei algum tempo lá e ela ficou na minha frente, aparando para o caso da Grazi nascer. A noção de tempo nestes momentos fica realmente muito alterada. No meu pensamento, eu tinha ficado muito tempo no vaso. Eu me apoiava na parteira, a abraçava. Ela carinhosamente, retribuia o abraço.


Eu reclamava muito, da dor e do cansaço e perguntava se estava acabando. Ela então me disse que a cabecinha dela já estava ali, que se eu colocasse o dedo, sentiria. Neste momento tive mais uma contração. Esperei passar e coloquei o dedo. Senti a cabeça da minha filha ainda dentro de mim! Foi maravilhoso. Talvez por constatar, eu mesma, que realmente estava acabando.

Ela novamente sugeriu de irmos para o quarto. Sentei no mesmo lugar. No pé da cama.
Eu estava muito cansada. Queria deitar, queria descansar. Mas não conseguia. A única posição que eu conseguia ficar era de quatro. A parteira falou pra eu ficar de cocóras, sustentada pelo meu marido. Tentei, mas achei ruim.


Assumi a posição de quatro que era o que o meu corpo pedia!
Senti um puxo e fiz muita força. Comecei a sentir o tão falado círculo de fogo. Queimava, ardia. A sensação que eu tive, era de que eu iria partir ao meio. No meu plano de parto, eu pedi para ver quando ela estivesse coroando e nesta hora, elas colocaram um espelho para que eu pudesse acompanhar a descida da Grazi.



Olhei, mas mal conseguia enxergar. E o pouco que vi, nao gostei muito. Mesmo assim, ainda olhei mais umas duas vezes. Tive mais um ou dois puxos e no último, a parteira disse que a bolsa ainda não tinha rompido e que ela nasceria dentro da bolsa. Quando senti este último puxo, já não estava mais aguentando e usei toda a energia que me restava para fazer força e expulsá-la de uma vez. E ela nasceu!! À 1:29h da manhã do dia 09-04. Toda empelicada, como elas disseram, envolta na bolsa, protegida!

A parteira a aparou e a "desembrulhou". Ela ficou alguns segundos no chão. Eu não conseguia fazer outra coisa, senão chorar e sorrir. Instintivamente, olhei para trás, para onde a minha mãe estava, no cantinho do quarto, com as mãos unidas, rezando, agradecendo.

A Grazi foi colocada no meu colo. Tão quentinha e ainda molhada e escorregadia.
Sensação única e indescritível.



Não nos desgrudamos mais. Eu a cheirava, a limpava, a aquecia, a beijava. Quis que o mundo parasse naqueles minutos.



Ainda no chão, dei o peito e ela pegou de primeira, com jeito de bebê experiente.

Quando me levaram para a cama, consegui segurar o cordão que ainda estava pulsando.
Pari a placenta quase meia hora depois que a Graziela nasceu e quase uma hora depois o cordão foi cortado pela minha mãe!
Tive uma laceração de segundo grau (envolvendo pele e músculo) e precisei de alguns pontos, mas a aparência geral da região, mesmo com laceração e pontos em nada se compara a aparência de uma episiotomia. A recuperação também foi bem mais rápida: em uma semana já não sentia mais nenhum incomodo ou dor!

A Graziela ficou no meu colo, mamando enquanto a parteira dava os pontos.



Depois fui tomar um banho (devidamente "monitorada" pela parteira) e só então a Grazi foi medida e pesada pela neonatologista: 2890g e 47cm Ela tomou vitamina K via oral, não precisou ser aspirada, não foi esfregada para ser limpa, nada disto. Recebeu apenas carinho e amor!

A neonatologista "avaliando" a minha pequena!


Todos foram embora por volta das 4:00h da manhã.

A noite teria sido perfeita (inclusive eu desejava que ela nascesse durante a madrugada, assim como foi com o Gustavo) não fosse a minha idéia estapafúrdia de ir ao banheiro sozinha. Fiz xixi no vaso e estava me sentindo ótima, então resolvi me lavar no chuveiro em vez de usar papel higiênico. Fiquei só com a blusa do pijama e entrei no chuveiro. Comecei a me lavar e em poucos segundos senti que estava perdendo os sentidos. Chamei pelo Carlos (mas só Deus sabe qual a altura da minha voz neste momento, provavelmente um sussuro) e apaguei. Acordei sentindo a blusa molhada, o cabelo pingando e pensei que tinha sonhado. Não me lembro da minha mãe e do Carlos que a esta altura já estavam comigo no banheiro. Segundo eles, eu disse apenas que bati a cabeça e apesar de muito pálida, parecia meio lúcida, mas não queria levantar do chão. Por algum motivo ainda desconhecido, o Carlos saiu do banheiro e me deixou sozinha com a minha mãe. Desmaiei de novo e minha mãe tentando segurar todo o peso de um corpo largado, gritou pelo Carlos. Quando acordei de novo, ele estava tentando me levantar para me levar para a cama.

Fiquei com um galo enorme na testa e um ralado na bochecha e em resumo, dormi com mais dor na cabeça do que na periquita (e olha que ela estava dolorida, viu...)

Minha mãe dormiu no quarto do Gustavo com ele e nos contou que ao acordar, ainda sem saber de nada, antes de vir para o meu quarto, como ele sempre faz, ele entrou no quarto da Graziela, ficou um bom tempo olhando para as letras na parede (que ele me ajudou a fazer) e que foram colocadas no domingo de manhã e disse "tá bonito"!


Em seguida perguntou "cadê a mamãe?" e só então veio para o meu quarto.
Ele viu a Graziela no carrinho e disse que era um nenê. Eu falei que era a irmãzinha dele, mas ele insistiu que era "um nenê" e que a Graziela estava na minha barriga (que aos olhos de uma criança, deveria estar praticamente do mesmo tamanho que no dia anterior).
No entanto ele pediu para segurá-la!

E assim começou nosso dia:




Como disse a Lia no relato de parto da Margarida, parindo em casa a gente pode sentir a continuidade da vida, já que não existe quebra de rotina. "Não saímos do nosso ninho, não há grandes produções, grandes resguardos. Simplesmente o sol nasce e há mais uma criança em casa".

Bom demais!
Bonito demais!
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